Internacionalização e IA no ensino superior: a visão de Antônio, da ULBRA

Antônio, Diretor de Relações Internacionais da ULBRA, defende internacionalização democrática e IA como parceira de produtividade. Para ele, a nova regulação do EAD é sobre qualificação — elevar o padrão e preparar alunos para um mundo verdadeiramente global.

Antonio Gouveia

September 16, 2025

Dados e tendências

Em um cenário de mudanças regulatórias, expansão do EAD e avanço acelerado da IA, a pergunta-chave é: como preparar estudantes para um mundo verdadeiramente global sem deixar ninguém para trás? Conversamos com Antônio (Diretor de Relações Internacionais da ULBRA), professor há 30 anos e especialista em internacionalização acadêmica, para entender caminhos práticos e pé no chão — da sala de aula às parcerias com universidades no exterior.

Internacionalização sem barreiras

Para Antônio, internacionalizar não é (só) carimbar passaporte — é trazer o mundo para dentro da aula. A ULBRA mantém dezenas de convênios ativos em 20 países e promove aulas espelhadas com docentes estrangeiros (“internacionalização em casa”), permitindo que alunos trabalhadores e de EAD também tenham vivências globais.

“Quando trago um professor do Canadá ou de Portugal em tempo real, eu democratizo a internacionalização.” — Antônio

Exemplo prático: turmas do Brasil e do Peru trabalharam juntas em um case de qualidade de serviços, superando barreiras de idioma e contexto e apresentando soluções comparadas.


IA como parceira da produtividade

A diretoria já incorporou chatbots baseados em IA para agilizar processos, como o atendimento de alunos interessados em intercâmbio.

“Sempre que penso em inteligência artificial, penso em produtividade. Ferramentas simples já nos deram tempo, eficiência e precisão que antes pareciam impossíveis.” — Antônio

Além de automatizar demandas administrativas, a IA começa a ser usada em sala, em simulações práticas de consultas médicas em inglês, mostrando como inovação e ensino podem caminhar juntos.


Regulação do EAD e o recado do MEC

Com novas exigências (presencialidade mínima, indicadores, auditabilidade do LMS) e a adoção de modelos avaliativos mais robustos, Antônio enxerga oportunidade:

“Se eu tivesse que resumir a regulação em uma palavra, seria qualificação.” — Antônio

O objetivo, segundo ele, é separar projetos superficiais de iniciativas consistentes, elevando a barra do EAD no país.


Para onde ir agora

  • Docência conectada: aulas internacionais síncronas e projetos colaborativos como rotina (não evento).

  • Dados para aprender: medir engajamento, resultados e equivalência de créditos nas experiências virtuais.

  • IA aplicada: automatizar o que é repetitivo e abrir espaço para orientação humana onde faz diferença.

  • EAD com pertencimento: fortalecer pontos de contato para que o aluno remoto se sinta parte da universidade.


Conclusão: formar para o mundo real

Para Antônio, a missão da universidade é clara: preparar alunos para uma atuação global, sem perder a conexão com sua realidade local.

“Educação internacional não é só atravessar oceanos. É ampliar horizontes, mesmo que a sala de aula seja no quarto do aluno de EAD.” — Antônio

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