Numen: cultura, IA e o futuro do trabalho — a visão humana por trás da transformação

Enquanto o mercado corre atrás da hype, a Numen mostra como aplicar IA de forma humana — reduzindo custos, formando mulheres em tecnologia e redesenhando o trabalho do futuro.

Raphael Rosa

October 9, 2025

Dados e tendências

No universo das empresas de tecnologia, falar de Inteligência Artificial virou moda. Mas poucas organizações têm coragem de discutir o impacto humano dessa revolução — do ponto de vista das pessoas, da cultura e da liderança.
A Numen, consultoria global especializada em tecnologia SAP, é uma dessas exceções.

Conversamos com Vanessa Togniolli, CHRO da Numen, que há seis meses lidera a reinvenção do RH da empresa, trazendo uma nova visão sobre como a IA pode (e deve) transformar o trabalho sem remover a humanidade.


1. Quando a IA deixa de ser hype e vira ferramenta real

Ao chegar à Numen, Vanessa encontrou um ambiente curioso: uma empresa de tecnologia já experimentando IA, mas ainda muito concentrada em iniciativas pontuais e descentralizadas.

“A gente já tinha aplicações, mas tudo muito em ilhas. O desafio agora é criar cultura — levar a IA para as pessoas e mostrar o que ela realmente pode resolver.”

Para isso, o RH e a área de inovação criaram o conceito dos “champions”, colaboradores que se tornam multiplicadores de IA em suas áreas. O objetivo é democratizar o uso e reduzir a dependência de times técnicos.

Essa nova fase é marcada por um amadurecimento cultural: a Numen já superou o ceticismo e o deslumbramento.

“Passamos da fase do ‘deixa alguém testar’. Agora a pergunta é: como a gente muda processos de verdade?”, resume Vanessa.


2. A maturidade de quem entende que IA não é meta

Em um mercado onde muitas empresas exibem a IA como troféu, Vanessa prefere o caminho da maturidade.

“Colocar IA como meta é um erro. Ela é meio, não fim. O que importa é o problema que queremos resolver.”

Sob sua liderança, o RH da Numen vem adotando a IA de forma pragmática:

  • no recrutamento, com ferramentas de triagem automatizada e entrevistas técnicas otimizadas;

  • na seleção, com algoritmos que reduzem o tempo médio de contratação em 30%;

  • e na experiência do colaborador, com sistemas que analisam perfis e sugerem jornadas de desenvolvimento personalizadas.

O resultado é um RH que não fala sobre IA — usa IA para gerar eficiência, sem perder o olhar humano.

“A IA não cortou pessoas. Ela devolveu tempo para o time fazer o que realmente importa.”


3. Inovar com o mercado, não contra ele

Vanessa trouxe para a Numen uma filosofia simples e poderosa: não reinventar o que o mercado já faz bem.

“Se algo é commodity, a gente compra. A energia criativa da empresa precisa estar no que é core — nas pessoas e na cultura.”

Essa mentalidade levou a Numen a firmar parcerias estratégicas com startups e fornecedores, em vez de tentar construir tudo internamente. A empresa tem startup incubada dedicada à pesquisa em IA aplicada a negócios.

A relação é simbiótica: a Numen fornece estrutura e contexto, enquanto a startup entrega velocidade e experimentação.
O resultado é um modelo de inovação mais orgânico, em que o RH se torna agente de conexão entre tecnologia e estratégia.


4. Inclusão e propósito: formar mulheres para liderar a IA

A transformação cultural da Numen não se resume à eficiência. Ela também passa por inclusão.
Em parceria com a Prosper Digital Skills, a empresa participa do programa Potência, que vai formar 10 mil mulheres em IA até 2026, sendo 50 delas colaboradoras da Numen.

As participantes internas se tornam multiplicadoras do conhecimento dentro da organização, enquanto as externas fortalecem o ecossistema e podem ser contratadas no futuro.

“As profissões femininas estão entre as mais ameaçadas pela IA. A gente quer que essas mulheres liderem essa transição, e não fiquem à margem dela.”

O programa é um exemplo claro de como a empresa transforma discurso em prática — usando a IA para ampliar oportunidades, não restringi-las.


5. Um RH que pensa como futuro — e não como departamento

Sob a liderança de Vanessa, o RH da Numen está deixando de ser uma área de suporte para se tornar um laboratório de futuro do trabalho.

Ela acredita que, nos próximos anos, o modelo tradicional de emprego vai se fragmentar em diferentes formatos de colaboração — entre pessoas, agentes e empresas.

“Acho que teremos um mercado de talentos que funciona como um marketplace. Profissionais e agentes serão contratados por projeto, avaliados por reputação e pagos por entrega de valor.”

O futuro, segundo ela, não é de menos pessoas — mas de pessoas que trabalham de forma mais fluida, autônoma e integrada à tecnologia.


Conclusão

A fala de Vanessa revela uma empresa que entendeu o verdadeiro papel do RH na era da inteligência artificial: liderar a adaptação humana, e não apenas digital.
Enquanto outras organizações ainda confundem IA com automação, a Numen constrói algo maior — um modelo de crescimento sustentável, inclusivo e, acima de tudo, humano.

A tecnologia acelera, mas são as pessoas que dão direção.


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